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Por que a decisão da Noruega de seguir os passos da UE e barrar a carne brasileira preocupa
12/08/2026
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Bloco segue sendo uma referência para outros mercados
A Noruega decidiu seguir os passos da União Europeia (UE) e deixará de comprar carne do Brasil a partir de 3 de setembro. O argumento do bloco para a medida é o da falta de garantias do controle do uso de antimicrobianos. O movimento preocupa muito mais pelo que representa do que pelo volume em si negociado com o país nórdico.
Considerando apenas a carne bovina, por exemplo, a receita das exportações do Brasil para a Noruega representaram, em 2025, fatia de apenas 0,02% do total. Neste ano, a fatia acumulada é de 0,04%.
— Esse é o grande problema do efeito Bruxelas. A UE cria regras e acaba exportando esses padrões. Como é muito influente e grande, pode contaminar outros mercados — pondera Renan Hein dos Santos, assessor de Relações Internacionais da Federação da Agricultura do Estado.
Apesar do acordo de livre comércio firmado entre Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta, na sigla em inglês), bloco do qual a Noruega faz parte, o país nórdico observou a "tendência" ditada pela UE. O bloco tem esse papel de grande vitrine. o que faz com que o Brasil tenha de redobrar os cuidados.
Na direção contrária, o Reino Unido já indicou que manterá suas portas abertas. De toda forma, o Brasil tenta fazer a UE mudar de ideia. Uma missão do bloco está prevista para o final do mês e traz a expectativa de que seja possível convencê-los a mudar de ideia antes mesmo da restrição entrar em vigor.
— Temos feito a lição de casa, o que a UE está pedindo, o setor tem condições de cumprir. Se ficarmos fora, temos completa convicção de que conseguiremos recuperar esse mercado — avalia José Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).
Entenda
- A União Europeia deixará de comprar, a partir de 3 de setembro, carne brasileira em razão de uma restrição sanitária.
- Ficam excluídas as carnes bovina, de frango, de cavalo, tripas, peixe e mel. Na verdade, a UE publicou a relação dos países que estão aptos a vender por cumprirem as regras em relação ao não uso de antimicrobianos, e o nome do Brasil não aparece.
- O bloco europeu é um destino importante da carne do Brasil, principalmente por conta do valor pago.
- A indústria brasileira garante que o produto não é utilizado e que realiza a segregação. Mas a UE entende que o Brasil não consegue dar garantias da fiscalização. As autoridades sanitárias brasileiras estão implementando camadas adicionais de fiscalização.
Fonte: Zero Hora
Créditos da Imagem: Banco de Imagens ASGAV





