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Por que nem sempre o verde de uma lavoura de soja é sinônimo de boa safra
27/02/2026
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É o que está por baixo das folhas que determina o rendimento da planta; Emater aponta que chuva amenizou estresse hídrico
Por baixo do verde que se vê em muitas lavouras de soja do Estado nem sempre está o resultado que se espera da planta. Dados do levantamento semanal divulgado nesta quinta-feira (26) pela Emater mostram que 60% da área cultivada está na etapa de enchimento de grão. É o momento "D", em que a chuva não pode faltar.
A que veio na última semana, conforme o boletim, teve uma abrangência maior no Estado, mas seguiu tendo variações de volume entre regiões e mesmo municípios. Foi importante para recompor a umidade do solo e aliviar o estresse hídrico de lavouras em desenvolvimento.
Todavia, os efeitos da escassez e irregularidade das precipitações, associadas ao calor extremo, produziram danos irreversíveis em plantações. O mosaico no potencial produtivo é uma realidade na atual safra.
— É grande e persistente essa variabilidade (de resultados). Tem esse aspecto de verde, mas quando tu entra na lavoura, tem pouca vagem. É um verde que engana — pondera Alencar Rugeri, assistente técnico estadual na área de grãos da Emater.
Na região da Cotricampo, no Noroeste, esse variabilidade de resultados também vigora. Coordenador do Departamento Técnico da cooperativa, Rodolfo Richter diz que há perdas entre 10% e 40% sobre a expectativa inicial do ciclo, com uma média de 30%, considerando os 21 municípios de atuação. Retrato que se via até o início da semana.
— A lavoura estando bonita é um indicativo, mas não é tudo, o que interessa é a carga e o peso de grão. É isso que está sendo determinando neste momento. E isso tu não vê de fora (da lavoura) — explica Richter.
fonte: GZH
Créditos de imagem: Banco de imagens ASGAV





